domingo, 2 de outubro de 2011

 

O Pai Nosso dos Templários

SENHOR, perdoa-me se não rezo a oração que teu filho nos ensinou, pois julgo-me indigno de tão bela mensagem. Refleti sobre esta oração e cheguei às seguintes conclusões:

Para dizer o PAI NOSSO, antes devo considerar todos os homens, independentemente de sua cor, raça, religião, posição social ou política, como meus irmãos, pois eles também são teus filhos; devo amar e proteger a natureza e os animais, pois se tu és meu pai, também és meu criador, e quem criou a mim, também criou a natureza.

Para dizer QUE ESTAIS NO CÉU, devo antes fazer uma profunda análise em minha consciência, procurando lembrar-me de quantas vezes te julguei como um celestial pai, pois, na realidade, sempre vivi me preocupando com coisas materiais.

Para dizer SANTIFICADO SEJA O VOSSO NOME, devo antes verificar se não cometi sortilégios ao adorar outros deuses até acima de ti.

Para dizer VENHA À NÓS O VOSSO REINO, devo antes examinar minha consciência e procurar saber se não digo isto apenas por egoísmo, querendo de ti tudo, sem nada dar em troca.

Para dizer SEJA FEITA A VOSSA VONTADE, devo antes buscar meu verdadeiro Ser e deixar de ser um falso Cristão, pois a tua vontade é a união fraternal de todos os seres que criaste.

Para dizer ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU, devo antes deixar de ser mundano e me livrar dos desenfreados prazeres, das orgias, do orgulho e do egoísmo.

Para dizer O PÃO NOSSO DE CADA DIA NOS DAI HOJE, devo antes repartir o pão que me destes com os meus irmãos mais carentes e necessitados, pois é dando que se recebe; é amando que se é amado.

Para dizer PERDOAI AS NOSSAS OFENSAS, ASSIM COMO TEMOS PERDOADO À QUEM NOS TEM OFENDIDO, devo antes verificar se alguma vez tornei a estender a minha mão aquele que me traiu; se alimentei àquele que me tirou o pão; se dei esperanças e acalentei àquele que me fez chorar; pois só assim terei perdoado àquele que me ofendeu.

Para dizer E NÃO NOS DEIXAI CAIR EM TENTAÇÃO, MAS LIVRA-NOS DO MAL, devo antes deixar limpo o foco de meus pensamentos; amparar a mão estendida; socorrer o pedido de aflição; alimentar a boca faminta; iluminar os cegos e amparar os aleijados, ajudando a construção de um mundo melhor.

E final mente, para dizer AMÉM, deverei fazer tudo isso agradecendo ao meu Criador, cada segundo de minha vida, como a maior dádiva que poderia receber. No entanto Senhor, embora procure assim proceder, ainda não me julgo suficientemente forte, no intuito de tudo isto te prometer e cumprir. Perdoa-me, Senhor meu Pai, porém minha perfeição a tanto ainda não chegou
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domingo, 18 de setembro de 2011

Ser vida...


"Às vezes penso que se fosse uma magnólia quereria ser uma laranjeira, se fosse uma águia quereria ser um cavalo ou se fosse um quadro quereria ser uma fotografia. Esqueço-me que devo ser o que sou. Pela evidência de ser o único que tenho e posso ser e, porque, só quando gostar disso é que posso tocar a felicidade e passá-la. Fico a pensar que perdemos demasiado tempo em querer dar laranjas, em galopar velozmente ou em ser o flash de um instante supremo.Quando, na verdade, o que podemos fazer é chegar a dar muitas e belas flores, voar cada vez melhor ou tornarmo-nos até num Rembrandt. Cada qual deve acabar por pegar na própria vida nos braços e beijá-la". Arthur Miller

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Passado um ano...


Passado um ano da morte do meu pai ainda me lembro da dor que  senti quando fui ao hospital buscar as coisas dele. Senti-me perdida, tinha acabado de ficar órfã (minha mãe já tinha falecido) é como se já não tivesse ninguém capaz de me proteger ... as lágrimas correram dos meus olhos... uma enfermeira que acompanhou os seus últimos momentos dirigiu-se a mim e disse: "morreu tranquilamente, passou muito bem a noite e estava bem pela manhã enquanto passávamos a ronda... faleceu. durante o dia de ontem pediu-nos se lhe conseguíamos arranjar um carregador para o telemóvel". (Tentei ligar-lhe várias vezes, mas sem conseguir. Talvez esta tivesse sido a oportunidade de dizermos várias coisas que nunca mais poderão ser ditas...). Agradeci os cuidados que tiveram com ele, entregaram-me um saco com as suas coisas. Comecei a andar pelo corredor e dirigi-me às escadas... não fui capaz de as descer, sentei-me num banco, abri o saco e tirei de lá de dentro a sua carteira na esperança de lá encontrar provas de que me amava...não existiam, chorei ainda mais e passado aquilo que me pareceu um eternidade, despedi-me do último local que foi a morada de meu pai.A dor não ficou lá, pois até hoje não sei o quanto o amei e o quanto fui amada por ele. Foi um  pai  bastante ausente...mas não sinto dor por isso, apenas porque penso que o nosso amor não foi capaz de florescer. Espero do mais íntimo de mim mesma que tenha encontrado a paz e a felicidade. Até sempre:') 

terça-feira, 5 de julho de 2011

Um Mundo de Insensatez....



Atrevo-me a dizer que o mundo enlouqueceu...ou será que este mundo é normal e eu é que não fui capaz de acompanhar os seus avanços? E como não há duas sem três eu e o mundo não vibramos na mesma sintonia. Esta sim parece-me a hipótese mais correcta e talvez a mais sensata.

Este maravilhoso mundo está povoado por insensatos, pois parece que ninguém quer ver o óbvio, um pouco por todo o mundo é cada um por si, com se o ser humano se bastasse a si mesmo e não tivesse uma necessidade intrínseca do Outro. É o Outro que dá sentido ao que sou e ao que tenho... como posso não tê-lo em conta, como posso passar ao lado de quem tem fome, de quem sofre, de quem é mutilado no corpo e na alma, de quem de mãos estendidas e de olhar triste me pede ajuda. Como sou capaz de ignorar todos estes apelos diários? Estou cega para o mundo e por isso sou capaz de deitar a minha cabeça na almofada macia e dormir tranquilamente... Que dera que assim fosse, talvez fosse mais "Feliz", pois aprendi que a felicidade é proporcional ao nosso grau de estupidez... Pois é preciso ser-se muito estúpido para não perceber que estamos a destruir a Humanidade de cada ser humano de cada vez que o reduzimos a um nada no meio da imensa multidão com que nos cruzamos diariamente. Insensato mundo volta-te para ti e vê o quanto és feito de fraqueza, miséria e sofrimento...

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Sons e Tranquilidade...

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Há músicas que têm o dom de nos tranquilizar e nos proporcionar momento de alegria e paz... de nos fazer acreditar que tudo é belo e simples. Como são bons estes presentes <3

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Dor que dilacera...


A dor esse tormento que nos dilacera por inteiro... e quando a dor já não cabe mais dentro de nós e temos de a retirar? Como fazemos? Mais uma vez, hoje, percebi que há pessoas que tentam eliminar a dor dentro de si através dos braços... mas será que ao abrir o braço a dor realmente se escapa pelos cortes que se fizeram? Quisera eu que toda a dor se esvai-se com o sangue que jorra de um braço mutilado... mas o sangue apenas faz sobressair a sensação de impotência  perante aquilo que nos atormenta, não sabemos se a dor e angústia um dia irão realmente acabar. Será que a própria morte conseguiria apagar a dor? ...